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27/10/2016 - Ensino médio não é atraente para os jovens, revela CNT

Em meio às discussões sobre a reforma do ensino médio, pesquisa divulgada no dia 19 deste mês pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que mais da metade dos entrevistados avaliam que essa etapa do ensino não é atraente para os jovens. São maioria os que acreditam que a grade curricular deve mudar. A formação técnica profissionalizante é apontada na pesquisa como uma das prioridades para o ensino médio.

Dentre os entrevistados, 61,4% avaliam que o ensino médio não é atraente e não está adequada à realidade dos jovens de hoje. Outros 33% acreditam que o modelo atual está adequado.

Para 58% é necessário mudar a grade curricular do ensino médio, enquanto 33% avaliam que não. Chamados a opinar sobre o que a formação dos jovens deve priorizar, os entrevistados puderam escolher entre quatro opções. A formação técnica/profissionalizante ficou com o maior percentual (32%), seguida da formação em ciência e nas diversas áreas do conhecimento (23,2%), da formação para a cidadania (10,5%) e dos que escolheram todas as opções acima (29,9%).

O governo federal anunciou, em setembro, a Medida Provisória 746/2016, que reestrutura e flexibiliza o ensino médio no País. A medida vem provocando debate entre governo, integrantes do setor de educação e protestos de estudantes, que ocupam escolas.

Com a medida, a intenção é que o ensino médio tenha, ao longo de três anos, metade da carga horária de conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional Comum Curricular ainda em discussão. O restante do tempo deve ser flexibilizado a partir dos interesses do próprio aluno e das especificidades de cada rede de ensino no Brasil.

De acordo com a pesquisa, 56,6% dos entrevistados disseram que não estão acompanhando ou não ouviram falar das propostas do governo federal para mudar o ensino médio. Os que estão acompanhando ou já ouviram falar são 43,4%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas da cinco regiões do País entre os dias 13 e 16 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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