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01/04/2016 - MEC terá 105 mil vagas em cursos para professor com falha na formação

O Ministério da Educação (MEC) divulgou na última segunda-feira (28) que vai destinar, no segundo semestre de 2016, 105 mil vagas em cursos de graduação presenciais e à distância para professores que já atuam na rede pública e precisam complementar sua formação.

A reserva de vagas é uma estratégia para tentar contornar problemas identificados no Censo Escolar da Educação Básica 2015. De acordo com o levantamento, cerca de 200 mil professores precisam de formação complementar, pois atuam em sala de aula sem terem concluído os estudos necessários. O número representa 38,7% do total de 518.313 professores que ensinam na educação básica na rede pública.

Segundo o levantamento, as áreas com os maiores déficits são física, matemática e química. Apenas em física, são formados 1,8 mil profissionais por ano. Por outro lado, 19 mil professores que já estão em sala de aula não são formados na área.

As inscrições para os cursos de formação complementar começam em 5 de abril. Entre essas vagas, 20 mil serão oferecidas em universidades federais e outras 4 mil em institutos federais de ensino superior. De acordo com Mercadante, as vagas que serão oferecidas foram identificadas como não preenchidas em edições do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), as chamadas vagas remanescentes.

As demais 81 mil vagas serão oferecidas através da Universidade Aberta do Brasil, em cursos de educação à distância.

Com base em dados do Censo da Educação Básica 2015, o MEC identificou que cerca de 200 mil professores no país ensinam disciplinas para as quais não têm formação específica.

De acordo com o levantamento do MEC, as falhas identificadas foram agrupadas em 4 perfis principais:

- "licenciatura em área diferente daquela que leciona, ou bacharelado nas disciplinas da base curricular comum e complementação pedagógica concluída em área diferente daquela que leciona."

- "Outra formação superior não considerada nas categorias anteriores."

- "Não possui curso superior completo."

Se considerada apenas a área de física, 56,6% dos professores têm licenciatura em área diferente. Em matemática, o percentual é de 33,3%; em língua portuguesa, o total é de 26,3%.

O ministro afirmou que os professores da rede pública vão querer se qualificar se a carreira for estimulada. "Se melhorar o salário, vai fazer a complementação que falta", disse.

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