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30/03/2016 - Educadora diz que Censo Escolar 2015 reflete precariedade e desvalorização do professor

Para quem já atuou por muitos anos da educação básica no Brasil, os dados do Censo Escolar 2015, divulgados ontem (28) pelo Ministério da Educação, continua refletindo a dura realidade da falta de estimulo na valorização do professor, como também, as péssimas condições de trabalho e a falta de perspectiva para o profissional do magistério.

Os dados apontam que existem no Brasil certa de 334,717 (47,2%) professores que ministram aulas dentro das suas áreas de formação em contraponto com 518,313 (38,7%) de que ministram disciplinas fora da sua área de formação. E para muitos professores os números continuam dando margem para uma realidade séria: a desvalorização da profissão professor.

Para a professora e diretora do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), Cláudia Santa Rosa, os números refletem uma realidade da precariedade da desvalorização do professor no Brasil. “A desvalorização ainda é muito grande, mesmo com os avanços no valor do piso salarial. Então, muitas pessoas, principalmente os jovens, não se sentem atraídos pela profissão”, afirma.

Ainda de acordo com ela, a desvalorização é um dos fatores, mas não é somente ele. Existe também o problema do reconhecimento e das condições de trabalho que muitas vezes não é considerado atrativo principalmente para quem é está iniciando a carreira profissional. “O jovem não se sente atraído para ser professor, as condições de trabalho são difíceis, o desrespeito do professor hoje é quase que constante, então é difícil criar meios para que os jovens se sintam atraídos em ser docente”, disse.

Outro fator frisado, não somente pela diretora do IDE, mas também pela professora e vereadora e Eleika Bezerra, é o fato de ser preocupante o fato de 90,204 (12,7%) dos professores ainda possuírem apenas o magistério para o exercício da profissão docente, mas o fato disso ainda acontecer esteja no fato de ainda não existir um plano de cargo e carreiras adequado para a categoria.

A diretora do IDE também frisa que seria importante que os nossos governantes analisassem os números e repensassem políticas públicas mais adequadas para tentar amenizar o problema.” Imagino que os dados devam servir para se ter uma noção da realidade da educação, porém, imagino que apesar desses dados, pouco é aplicado para mudar de fato a educação o retrato da educação do Brasil”, comentou.

Um projeto Sinduscon RN e IDE.

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