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27/08/2015 - Educadora transforma geladeiras quebradas em biblioteca em Ubatuba

Uma ideia simples para contribuir com a educação da comunidade. Com o objetivo de estimular a leitura, a diretora de uma escola, Ivanilda de Oliveira, de 49 anos, deu à geladeiras quebradas uma nova função - elas viraram bibliotecas comunitárias em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

O projeto 'Maré do Saber' nasceu dentro de uma creche municipal no Centro, onde Ivanilda, que é educadora há 29 anos, trabalha. Preocupada com a formação dos pequenos leitores, ela e as professoras da unidade começaram em 2012 a estimular o hábito entre as crianças, mesmo nos primeiros anos de idade. Nesta missão, convocaram os pais a participarem e também começaram a fazer ações em locais públicos, como praças.

Neste ano, a diretora decidiu que era hora de expandir o trabalho e levar os livros além do bairro. Com a ajuda de um entusiasta da ideia, veio a proposta de usar geladeiras quebradas para abrigar as obras. Da boa vontade do pai de um aluno que aposta no trabalho vieram as mãos para pintar as 'geladeirotecas'.

As geladeiras - recebidas em doações - foram colocadas no calçadão, na Santa Casa e na unidade pública de saúde do Ipiranguinha. Pelo menos 500 livros estão circulando entre leitores da cidade - para isso, ela conta com títulos também doados pelos pais dos alunos, entidades e biblioteca da prefeitura.

Quem quiser pegar um livro nas geladeiras é só ir até um dos pontos onde elas foram colocadas, escolher o título e levar. Dentro das obras, está uma orientação sobre o funcionamento do projeto - depois que a pessoa ler, ela devolve o livro em uma das unidades e se quiser colaborar com mais livros, que estão guardados em casa, é só deixar em uma das 'geladeirotecas'.

Inspiração

A educadora se inspirou em um projeto semelhante em Sorocaba (SP), durante uma visita que fez à cidade. "Vi umas prateleiras em um shopping com vários livros e era o mesmo conceito das geladeiras. A pessoa levava, lia e depois devolvia. Como eu já tinha o projeto na escola, vi que dava pra fazer algo semelhante ao que vi no shopping também na minha cidade", afirmou.

Para ela, essa é uma forma de contribuir com o futuro das crianças e também ajudar os pais na educação dos filhos. "Toda criança gosta de história, se interessa por isso. O que eu vejo é que quando elas chegam no 5º ou 6º ano, por não terem o hábito de ler, não sabem escrever, nem interpretar um texto. Eu acho isso muito preocupante", afirmou.

O grafiteiro Bruno de Almeida Oliveira 'Snoop' foi quem fez a arte na geladeira e está orgulhoso por poder participar do projeto. "É a minha arte na rua, ajudando um projeto muito legal, que ajuda as pessoas a evoluírem por meio do conhecimento", disse. Ele tem um filho de 1 ano matriculado na unidade onde Ivanilda é diretora.

Apoio

Para a autônoma Juliana de Oliveira, de 34 anos e mãe de um aluno de dois anos, o projeto uniu a comunidade e, além de estimular a leitura, ajuda pais e filhos a terem um momento de carinho.

"A comunidade está unida para fazer e pedir essas doações dos livros. Para os pais, esses livros permitem um momento de interação com seus filhos, mesmo quando a rotina é corrida, dá para arrumar um tempinho para ler uma história para eles", disse.

Fonte: g1.com


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