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05/08/2015 - Observatório apura que baixo Ideb da E. E. Nestor Lima deve-se ao déficit de professores

Apesar de ter boa infraestrutura, a Escola Estadual Nestor Lima sofre com o déficit de professores de matemática e português. A instituição, localizada no bairro Lagoa Nova da capital potiguar, recebe alunos, principalmente, oriundos de zonas desfavorecidas economicamente, como da zona Norte e do bairro Felipe Camarão. Lá estudam 600 alunos divididos nos turnos matutino e vespertino.

Segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a E. E. Nestor Lima ficou abaixo das metas esperadas para 2007, 2009, 2011 e 2013. A coordenadora pedagógica Zilaneide Lopes Nobre atribui este baixo rendimento escolar à falta de professores de português e matemática, disciplinas fundamentais na avaliação do Ideb.

Há exatamente cinco anos, a Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte não envia professores efetivos à escola. Os estudantes do Ensino Médio e Fundamental têm de lidar com a rotatividade de professores que afeta bastante os vínculos de aprendizado aluno-professor.

Entretanto, a diretora Rita de Queiroz Diógenes, conta-nos orgulhosa, que apesar das dificuldades e carências, dois alunos da escola ingressaram no cursos de Farmácia e Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano passado.

Zilaneide elencou três medidas que a escola tomou para aprimorar o Ideb: o estreitamento da relação entre a família e a escola, em forma de incentivo aos pais para acompanhem e auxiliem seus filhos nas tarefas escolares; a feira de ciências anual, para instigar a competitividade entre os alunos e um projeto que dá vez e voz aos alunos para que teçam elogios e deem sugestões à gestão escolar.

A escola conta com laboratório de informática, biblioteca (a qual possui um bom acervo bibliográfico) e equipamentos eletrônicos de última geração a serem utilizados em aulas, computadores interativos e projetores multimídia doados pelo Ministério da Educação. De acordo com Ana Maria Morais, coordenadora financeira, todos os repasses governamentais à escola Nestor Lima estão em dias.

Segundo a diretora Rita de Queiroz Diógenes, já no segundo dia de matrículas não havia mais vagas, também acrescentou que não há problemas de violência na escola, também foi o que constatamos em nossa visita. Consonantemente reiterou que a grande procura pela escola deve-se à boa infraestrutura e histórico não violento.

A escola tem políticas e incentivo à leitura, como a do “Leitor do Mês”, alunos que frequentam regularmente a biblioteca têm sua foto estampada em um mural. Duas vezes ao mês a escola abre um espaço pela manhã, no qual todos os estudantes podem expressar-se, em público e ao microfone, aquilo que pensam, o que pode ser melhorado e/ou melhor aproveitado, também podem fazer críticas e elogios à escola.

Rodrigo Zuza | Observatório da Educação do RN


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