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22/06/2015 - RN avalia ensino à distância para suprir falta de professores na rede pública

Por Dinarte Assunção

Secretaria Estadual de Educação (SEEC) estuda a viabilidade para implantar um projeto ousado: suprir a carência de professores com ensino à distância. A ideia, formalizada recentemente pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte ao Estado, está sendo discutida por uma comissão formada para avaliar os critérios pedagógicos e de infraestrutura.

“Criamos uma comissão que deve apresentar uma proposta sobre essa ideia do Ministério Público para ver se há ou não viabilidade. É importante ressaltar isso, não estamos estudando como vamos implantar, estamos vendo, primeiro, se é viável”, explicou por telefone o secretário estadual de Educação, Francisco das Chagas Fernandes.

Embora não haja prazo definido para a conclusão desse estudo preliminar, deverá ser levado em conta o levantamento que a SEEC está realizando para identificar e convocar os professores que estão fora das salas de aulas. Atualmente, o quadro de docentes do Estado é de 15.600 profissionais, sendo que quase metade (7,6 mil) está afastada para funções administrativas, licenças ou cessões.

“Vamos chamar os professores temporários e concursados que temos para preencher o quadro de disciplinas. A partir daí, vendo onde há a carência, entraria o ensino de educação à distância”, explicou ainda o secretário.

Solução

Para a diretora executiva do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), Cláudia Santa Rosa, a ideia é uma solução alternativa para suprir a carência de professores, sobretudo para as disciplinas como matemática, física e química, onde há maior carência.

“Eu acredito que pode dar certo. Na época da campanha para o governo, conversei com os candidatos que nos procuraram para a questão da educação. Aos que me procuraram, eu apontei o ensino de educação à distância para a falta de professores no ensino médio. Da forma que está, simplesmente faltar o professor e não fazer nada, é que não pode ficar”, pontou a educadora.

Santa Rosa diz ainda que não tem notícia de outro modelo operando no exemplo proposto para o Estado, o que gera ainda mais responsabilidades.

“O Estado tem que se estruturar para implantar e implementar uma proposta. Não é só dizer que vai acontecer e fazer. É preciso que seja uma coisa profissional. Investir nas escolas. Vamos pensar nisso como um avanço na educação básica. De certa forma, isso desfaz aquele paradigma de ter a presença física do professor. Isso requer estruturar as escolas e manter as estruturas”, defendeu ainda a diretora do IDE.

Fonte: Portal no Ar

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