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26/02/2014 - MEC: matrículas na educação básica caíram 1% de 2012 a 2013

Número de matrículas na educação básica caiu 1% de 2012 para 2013. O número passou de 50,5 milhões em 2012 para 50,04 milhões em 2013. Os dados são do Censo da Educação Básica de 2013 divulgados hoje (25) pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo o ministro da Educação, Henrique Paim, a diminuição no número de matrículas se deve à redução da população e a uma melhoria do fluxo, ou seja, da aprovação dos estudantes. A redução maior, de 2,8%, ocorreu nos anos finais do ensino fundamental. Em 2012, havia na etapa 13,6 milhões de estudantes e, no ano passado, 13,3 milhões.   

A maior parte das matrículas, 82,6% está na rede pública de ensino - 0,6% nas escolas federais, 36% nas estaduais e 46% nas municipais - e 17% na rede particular. As porcentagens apresentaram uma pequena alteração em relação ao ano passado, quando 83,5% das matrículas eram na rede pública e 16,5% na particular.

A educação em tempo integral e o ensino infantil foram destaque no censo. Entre 2010 e 2013, o número de matrículas em educação integral no ensino fundamental cresceu 139%, chegando a 3,1 milhões de estudantes. No último ano, o crescimento foi 45,2% nas redes pública e privadas, sendo que apenas na pública houve crescimento de 46,5%. Os números do censo também apontam um aumento de 7,5% de matrículas em creche em relação a 2012, totalizando 2,7 milhões de alunos.

"As ações que o ministério vêm empreendendo com estados e municípios estão dando resultado a partir de uma melhoria", diz Paim. O ministro também disse que não há falta de vagas no ensino de alunos de 6 a 14 anos. "No ensino fundamental temos hoje um atendimento na educação em termos universalizados, temos 98% dos estudantes de 6 a 14 anos atendidos. Temos que trabalhar fortemente na educação infantil na creche, na pré-escola e no ensino médio para melhorar esse atendimento”.

Ele acrescenta: "Mas isso não quer dizer que temos falta de vagas. Temos que ampliar e fazer com que o ensino médio seja mais atrativo e que a gente possa matricular mais estudantes no ensino médio".

 

Matrículas no ensino médio caem em 2013


Brasília - O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares, fala sobre os dados do Censo da Educação Básica referentes a 2013 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

As matrículas no ensino médio caíram de 8,37 milhões em 2012 para 8,31 milhões no ano passado, disse o ministro Henrique Paim Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As matrículas no ensino médio em 2013 caíram 0,6% em comparação com 2012, segundo o Censo da Educação Básica de 2013, passando de 8,37 milhões em 2012 para 8,31 milhões no ano passado. As matrículas mantêm-se praticamente constantes desde 2007, quando havia 8,36 milhões de estudantes cursando a etapa de ensino. Segundo o ministro da Educação, Henrique Paim, o ensino médio ainda é um desafio para o país.

"Temos que fazer com que o ensino médio seja mais atrativo para que a gente possa matricular mais estudantes", disse Paim. Outro problema apontado pelo ministro foi a reprovação dos estudantes, que chega a 30% no 1º ano. "Temos uma retenção nos anos finais do ensino fundamental e temos, no ensino médio, o desafio de fazer com que os estudantes que ingressam, concluam. Temos que melhorar o fluxo, reduzindo a reprovação, especialmente no 1º ano".

Uma das soluções apontadas por Paim é o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, lançado no final do ano passado. O programa dá ênfase à formação dos professores, o que contribuirá para melhorar as aulas. A prolongação de jornada, com programas como o Ensino Médio Inovador, na qual os estudantes passam mais tempo na escola e têm atendimento pedagógico e atividades culturais e esportivas, também contribuem para a fixação dos estudantes.

Segundo a pasta, no ensino médio, 12% dos estudantes têm acesso ao ensino integral e, das 19 mil escolas, 5 mil oferecem atividades no turno oposto. A questão está entre as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão no Congresso Nacional. O PNE estabelece que nos próximos dez anos 50% das escolas e 25% das matrículas sejam contempladas pela educação integral.

Em relação à formação profissional dos estudantes, o censo mostrou um aumento de matrículas, 5,8% em relação a 2012. O número passou de 1,3 milhão para 1,4 milhão - sendo 749 mil na rede pública e 691 mil na privada.

Acompanhando o movimento do ensino médio, o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) também registrou queda, passou de 3,9 milhões de matrículas em 2012 para 3,7 milhões em 2013. Um decréscimo de 3,4%. A maior queda, foi registrada no ensino fundamental, de 2,5 milhões para 2,4 milhões. No ensino médio, o número passou de 1,34 milhões para 1,32 milhões.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Chico Soares, disse que há uma diferença de idade entre os estudantes do EJA. Os alunos que procuram o ensino fundamental são mais velhos. "São pessoas que não tiveram a oportunidade de frequentar o ensino regular". Aqueles que procuram o ensino médio são mais jovens. "Por algum motivo [são alunos que] se atrasaram no ensino regular e buscam a certificação".

 

Matrículas em creches aumentam 7,5%

Escolas municipais e privadas puxam o aumento das matrículas em creches, segundo dados do Censo da Educação Básica de 2013 divulgados hoje (25) pelo Ministério da Educação (MEC). O total de matrículas teve um aumento de 7,5% no ano passado em relação a 2012. As escolas municipais e privadas registraram praticamente o mesmo aumento: 7,56% e 7,47%, respectivamente. As escolas estaduais apresentaram uma redução em 23,69% no número de alunos.

A educação infantil deve ser oferecida prioritamente pelos municípios e tem sido destaque nas políticas governamentais. A meta da presidenta Dilma Rousseff é construir 6 mil creches até o fim do mandato. A educação até os 4 anos não é obrigatória no Brasil, mas o estado deve oferecer vagas em creches públicas de acordo com a demanda. A estimativa do Banco Mundial, de 2011, é que haja uma demanda não atendida de 1,8 milhão de crianças.

Em números absolutos, as matrículas passaram de 2,5 milhões em 2012 para 2,7 milhões no ano passado. Desse total, 1,2 mil são oferecidas por escolas federais, 4,9 mil por estaduais, 1,7 milhão por municipais e 999 mil por privadas.

Para o MEC, o crescimento é sinal de que as políticas educacionais estão funcionando. "Temos um crescimento importante na educação infantil, a partir do financiamento em infraestrutura e creches conveniadas, do Brasil Carinhoso. Isso somado ao esforço dos estados e municípíos. Pricipalmente dos municípios", destacou o ministro da Educação Henrique Paim.

A pré-escola, que passa a ser obrigatória a partir de 2016, também apresentou crescimento. Passou de 4,7 milhões em 2012 para 4,8 milhões de matrículas em 2013, um aumento de 2,2%. As escolas federais apresentaram o maior aumento de matrículas, 4,6%, embora concentrem o menor número de estudantes, 1,37 mil.

Em seguida estão as privadas, com um aumento de 3,5% em relação a 2012. As particulares registraram 1,2 milhão de alunos. Já as municipais, com o maior número de crianças, 3,6 milhões, tiveram um crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. As estaduais, como no caso das creches, registraram uma diminuição, de 2,5%, com 50,1 mil alunos em 2013.

 

Fonte: Agência Brasil - 25/02/2013

 

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