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12/05/2013 - Adolescentes acima de 15 anos, adultos e idosos analfabetos que um dia foram crianças.

 

Sobre o estudo que este Observatório acabou de divulgar, tratando do analfabetismo no RN, não podemos esquecer que os adolescentes acima de 15 anos, os adultos e os idosos de hoje foram as crianças de ontem, privadas das aprendizagens básicas, seja pela falta de acesso à escola, seja pelo ensino pouco competente que lhes foi oferecido pelo estado brasileiro.
Cabe indagarmos: Quem nos garante que os estados e municípios fazem uso permanente dos dados do IBGE para planejarem as suas políticas? Gestões e legislaturas municipais estão começando. Seria razoável deixarmos os dados do analfabetismo adormecidos, aguardando o próximo censo (2020), somente para não desagradarmos os gestores públicos da ocasião? 
A sociedade já não deve mais aceitar jargões, do tipo: 'Esse problema não é de hoje'. É muito ruim um estado ou município depender dos programas do Governo Federal e é por isso mesmo que quase não se tem conhecimento de políticas públicas locais na área de educação. O 'Pacto pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC)' é mais uma das iniciativas do Governo Federal que começou por esses dias, ainda  organizando-se no RN. O que fizemos antes do PNAIC? Até quando vamos listar programas de alfabetização de jovens e adultos de origem federal? 
O estudo do Observatório da Educação do RN mais do que relembrar os índices do analfabetismo, apresenta-os em três censos do IBGE (1991, 2000 e 2010) e com o cálculo relatívo do percentual de decréscimo em 20 anos, processado pela equipe deste Observatório (salvo engano o IBGE não calcula esse percentual). O Observatório buscou três censos, justamente por entender que o problema decorre de um processo, decorre de uma dívida do país para com a sua população. 
O estudo chega para, com a ajuda dos veículos de comunicação, acordar a todos nós, para que o estado do RN e cada um dos seus municípios possa avaliar o ritmo da sua evolução decrescente quanto ao analfabetismo. Importa que se planeje quedas mais aceleradas e que se pense quantos anos e/ou décadas serão necessárias para zerar esses índices negativos. 
É pouco razoável que candidatos aos cargos do executivo prometam zerar o analfabetismo e quando eleitos não sejam eficientes, valendo-se do jargão 'O problema não é de hoje'. 
4,9% de analfabetos entre os jovens em idade escolar (conforme números da secretaria de educação do RN) é um escândalo, nos tempos de hoje. Pensemos, pois, que o problema é até mais grave do que apresenta o IBGE, considerando que o analfabetismo funcional é outra chaga social. 
Adiante! Outros estudos virão.


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